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Setembro de 2004
Recovery Labs abre escritório em Portugal
Galo Mateos, o director-geral da empresa, fala ao Semana sobre o processo de expansão que está a conduzir
Após ter conseguido obter a liderança no mercado espanhol, a Recovery
Labs iniciou em 2002 um processo de expansão internacional através
dos seus parceiros, tendo conseguido apresentar-se e oferecer serviços
noutros mercados, como os de Portugal, França, Itália e Alemanha,
entre outros. Em entrevista ao Semana, o director-geral da empresa,
Galo Mateos, explica que o próximo passo desta estratégia será conseguir
uma maior presença nestes mercados, através da abertura de delegações
próprias que permitam oferecer um tratamento «mais directo e personalizado
dos clientes».
Semana Informática – Até que ponto o mercado português está receptivo à vossa oferta?
Galo Mateos – A recuperação de informação é um serviço que cresce
à medida que as novas tecnologias são introduzidas na vida profissional
ou privada. Infelizmente, existem muitos factores e muitas situações
que colocam em perigo a informação que os computadores armazenam e,
por isso, os serviços de recuperação de dados tornam-se cada vez mais
necessários em todos os mercados. Há ainda a considerar o facto de
que nos encontramos no mercado português através de intermediários
desde 2002 e, em consequência, estamos conscientes da procura dos
nossos serviços neste mercado.
S.I. – A carteira de clientes que possuem é significativa?
G.M. – A Recovery Labs conta com uma ampla carteira de clientes, que engloba
desde as grandes empresas até as PMEs, passando por particulares,
organismos oficiais e, inclusive, estudantes.
S.I. – Que sectores de actividade procuram mais os vossos serviços?
G.M. – As empresas com que trabalhamos pertencem a todo o tipo de
sectores e actividades. Temos bancos, escritórios de advogados, o
sector alimentar, o da publicidade e as telecomunicações, entre outros.
S.I. – Existe algum cliente que possa ser referenciado?
G.M. – Devido à confidencialidade que requerem os nossos serviços não citamos nomes
concretos, mas podemos dizer que, globalmente, prestamos serviços
a mais de 58 por cento das empresas que participam no DJ Euro Stoxx
50 e 33,3% das empresas que pertencem ao Dow&Jones de indústrias.
Colaboramos ainda em projectos de investigação e desenvolvimento com
alguns organismos governamentais.
S.I. – Que produtos ou serviços constituem a vossa oferta?
G.M. – O nosso core business é a recuperação de dados informáticos,
serviço em que somos líderes do mercado noutros países. Ao dispormos
de um departamento próprio de investigação e desenvolvimento, criamos
novos serviços que nos posicionam como uma empresa de serviços integrais
de armazenamento, segurança e recuperação de dados.
S.I. – Que serviços são esses?
G.M. – Alguns dos serviços que oferecemos são a recuperação de fotografias digitais, a limpeza segura de dados,
a recuperação de arquivos on-line, a peritagem informática, a saturação
de dados, a reparação de ficheiros, entre outros.
S.I. – Até que ponto a vossa oferta é uma mais-valia para as empresas
portuguesas?
G.M. – A Recovery Labs preenche já um espaço dentro do mercado de
segurança informática, atingindo o último escalão dentro do plano
de Business Continuity. A informação é um dos principias valores de
qualquer companhia e o facto de esta não estar acessível implica,
em muitos casos, a paralisação da actividade. O facto de se poder
oferecer uma solução profissional de garantia que permite aos nossos
clientes o regresso à normalidade significa que temos uma oferta de
grande valor.
S.I. – Qual é o vosso mercado-alvo?
G.M. – Respondemos a todo o tipo de pedidos, nomeadamente os de pequenas
empresas que perdem a sua contabilidade, de grandes empresas que ficam
sem as suas bases de dados, de organismos que não podem aceder às
suas pesquisas que correspondem a anos de trabalho ou de companhias
que desejam apagar informação confidencial de forma totalmente segura,
investigações informáticas para empresas e escritórios de advogados,
estudantes que acidentalmente apagaram as suas teses, pessoas que
formataram o cartão de memória da sua máquina fotográfica e perderam
todas as fotografias das férias e um vasto etc. A Recovery Labs enquadra-se
no mercado da segurança informática e, mais concretamente, no sector
de armazenamento e de recuperação de dados.
S.I. – Quem são os vossos principais concorrentes em Portugal?
G.M. – Em Portugal existem empresas que comercializam o serviço de recuperação
de dados, mas não dispõem de um laboratório de recuperação próprio
com uma câmara limpa asséptica, o que consideramos imprescindível
para poder operar com os dispositivos. Subcontratam os trabalhos a
empresas como a nossa, que dispõe do equipamento, dos conhecimentos
e dos meios adequados para levar a cabo uma recuperação de dados com
toda a garantia. Quando falamos de concorrência queremos referir as
empresas que contam com um laboratório equipado adequadamente. Em
toda a Europa existem apenas seis empresas deste tipo.
S.I. – Quais os resultados que esperam obter no primeiro ano em Portugal,
em termos de número de clientes e de facturação?
G.M. – Em Portugal temos uma ampla carteira de clientes e experiência para poder duplicar
a nossa quota de mercado actual. Esperamos ir aumentando esta e conseguir
a liderança.
S.I. – Para quando está previsto o break even?
G.M. – Até ao presente momento a Recovery Labs considera rendível
a abertura desta delegação em Lisboa.
S.I. – Que estratégia de negócio delinearam para Portugal?
G.M. – A partir do nosso escritório de Lisboa desejamos reforçar as relações
com os nossos actuais clientes através de um tratamento muito mais
directo e personalizado, assim como aumentar a actividade comercial
com as instituições e empresas mais importantes do País.
S.I. – Depois de Portugal para que países pensam avançar?
G.M. – Vamos alargar os nossos serviços aos restantes países europeus onde ainda
não tem ospresença directa. Antes do final de 2005 tencionamos abrir
novos escritórios em Itália e na Alemanha.
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